O ex-jogador Jadson, de 42 anos, foi preso em flagrante no sábado (8), suspeito de agredir a companheira em Cambé, no Norte do Paraná. A Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de violência doméstica na residência do casal.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que foi agarrada pelo pescoço com as duas mãos durante uma discussão. Os policiais que atenderam a ocorrência constataram marcas na região. Ela também relatou à Polícia Civil outros episódios de agressão que teriam ocorrido anteriormente.
O delegado Ernandes Alves confirmou à RPC que a vítima foi ouvida, passou por uma constatação provisória das lesões e solicitou medidas protetivas. Segundo ele, Jadson foi interrogado e autuado em flagrante por violência doméstica e lesão corporal.
Em depoimento, Jadson confirmou que houve uma discussão, mas negou ter agredido fisicamente a companheira. Segundo o relatório da investigação, ele classificou o episódio como “uma briga de marido e mulher, mas faz parte”. A defesa afirma que o caso ainda está em fase inicial e que o ex-jogador responde à investigação amparado pela presunção de inocência.
Companheira relata outros episódios
Em novo depoimento à Polícia Civil, prestado após a prisão, a companheira de Jadson detalhou o episódio que resultou na detenção e relatou outras situações de violência que teriam acontecido anteriormente.
Ela afirmou que sente medo do ex-jogador quando ele está alcoolizado e relatou episódios envolvendo ciúmes, xingamentos e agressões verbais. Segundo o depoimento, ela também teria registrado anteriormente um boletim de ocorrência em Curitiba, além de outros episódios que não chegaram a ser formalizados.
A mulher pediu medidas protetivas de urgência e afirmou que pretende buscar proteção judicial para interromper os episódios de violência.
Jadson deixa a prisão
Jadson permaneceu preso após a autuação em flagrante, mas a Justiça do Paraná concedeu liberdade provisória ao ex-jogador no domingo (9), sem a necessidade de pagamento de fiança. Com a decisão, ele passou a responder ao caso em liberdade.
A decisão judicial considerou que a prisão em flagrante havia seguido os requisitos legais, mas entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva. O Ministério Público do Paraná se manifestou favoravelmente à liberdade provisória.
A Justiça também estabeleceu medidas cautelares enquanto o processo estiver em andamento. Entre elas, estão a obrigação de comparecer periodicamente em juízo para informar e justificar suas atividades, além de restrições relacionadas à comarca onde reside e à frequência a bares e estabelecimentos semelhantes.
Em nota, a defesa de Jadson afirmou que o Judiciário reconheceu não haver fundamento para mantê-lo preso e declarou que pretende demonstrar, no decorrer do processo, o que considera ter sido um equívoco. Os advogados também informaram que não irão discutir os fatos do caso com a imprensa, já que o processo tramita em segredo de Justiça.