A Oi teve a falência decretada novamente pela Justiça nesta terça-feira (25), em mais um capítulo da longa crise financeira que atingiu uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil.
A decisão foi tomada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), durante o julgamento de recursos apresentados por credores da companhia.
A falência já havia sido decretada em novembro de 2025, mas a decisão acabou suspensa após recursos apresentados por bancos como Itaú e Bradesco. Agora, o julgamento foi retomado e a decisão pela quebra da empresa voltou a valer.
Por que a Oi chegou à falência?
A crise da Oi se arrasta há anos e está relacionada a um processo de endividamento que levou a companhia a entrar em recuperação judicial pela primeira vez em 2016.
Desde então, a empresa passou por uma série de reestruturações e vendeu diferentes ativos para tentar reduzir suas dívidas e manter as operações.
Entre os negócios vendidos está a operação de fibra óptica, transformada na V.tal, atualmente controlada pelo BTG Pactual. A marca Oi Fibra também deixou de existir e passou a se chamar Nio.
Empresa acumulou bilhões em dívidas
A situação financeira da companhia se agravou ao longo dos anos, com a Oi acumulando uma dívida bilionária e recorrendo a diferentes processos de recuperação judicial para tentar reorganizar as contas.
Mesmo após a venda de ativos considerados estratégicos, a empresa não conseguiu recuperar o fôlego financeiro necessário para superar a crise.
Em 2024, a Oi também deixou de atuar como concessionária de telefonia fixa, passando a operar apenas em determinadas regiões e sob um acordo que prevê obrigações até 2028.
O que acontece agora?
A decisão da Justiça representa um novo momento para a companhia e deverá provocar mudanças na forma como os ativos e as operações restantes serão administrados.
Entre os principais ativos que ainda estavam no centro da reestruturação estava a V.tal, cuja participação da Oi chegou a ser negociada em uma operação avaliada em R$ 4,5 bilhões.
Apesar da decisão, a situação da empresa ainda pode gerar novos desdobramentos judiciais.
VEJA: Entenda como a Oi chegou à falência depois de anos de dívidas, recuperação judicial e venda de ativos.