O caso envolvendo o Banco Master ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (10). O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de parte dos processos relacionados às investigações envolvendo o banco e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão aconteceu após um pedido do presidente do STF, Edson Fachin, que solicitou a divulgação de informações que não comprometessem o andamento das investigações.
Ao todo, Mendonça retirou o sigilo de 14 procedimentos, além da petição principal que deu origem às investigações. Os documentos também deverão ser encaminhados aos demais ministros da Corte.
O que aparece nos documentos do Banco Master?
Entre os materiais que tiveram o sigilo retirado estão documentos relacionados à investigação sobre Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, além de informações que envolvem autoridades e diferentes frentes da apuração.
Um dos pontos que ganhou destaque são as conversas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, que aparecem na petição relacionada ao caso. O relatório da Polícia Federal sobre a relação entre os dois deverá ser analisado pelo plenário do STF na próxima terça-feira (15).
Sigilo ainda não foi derrubado completamente
Apesar da decisão, o sigilo do caso Master não caiu por completo. Mendonça manteve protegidas informações cuja divulgação poderia prejudicar diligências ainda em andamento.
A decisão provocou uma nova discussão dentro do próprio STF. Nesta sexta-feira (11), Alexandre de Moraes afirmou que o levantamento feito por Mendonça teria sido parcial e pediu a retirada integral do sigilo.
Segundo Moraes, 180 documentos não teriam sido apresentados na divulgação feita pelo relator. Ele classificou a medida como uma “escolha seletiva” e pediu que todo o material possível seja tornado público.
Caso Master chega em momento de crise no STF
A discussão acontece em meio a uma crise institucional envolvendo ministros do Supremo e diferentes personagens ligados às investigações do Banco Master.
O caso também ganhou dimensão política após a Polícia Federal apontar possíveis relações financeiras envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o antigo controlador do banco. O senador é investigado por suspeitas relacionadas a corrupção e lavagem de dinheiro e nega irregularidades.
Com a sessão do STF marcada para a próxima terça-feira, a expectativa é de que novos documentos e informações sobre o caso sejam analisados pelos ministros.