Uma jovem de 28 anos perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo após sofrer um grave traumatismo cranioencefálico durante um passeio na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O acidente aconteceu em abril de 2026 e, agora, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam as circunstâncias do caso.
A vítima, Júlia Rimoli Bossoni, viajou de Londrina, no Paraná, acompanhada do marido, João Pedro Bossoni. Durante a visita ao parque, o casal andou na atração duas vezes. No entanto, foi durante o segundo passeio que a jovem passou mal.
Segundo informações divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, Júlia retornou à plataforma desacordada e apresentando convulsões. Em seguida, funcionários do parque prestaram atendimento e encaminharam a jovem para a Santa Casa de Vinhedo.
Acidente no Hopi Hari deixou jovem com sequelas graves
Após chegar ao hospital, Júlia passou por exames que identificaram uma hemorragia intracraniana e um edema cerebral. Diante da gravidade do quadro, os médicos realizaram uma cirurgia de emergência para aliviar a pressão no cérebro.
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O procedimento, chamado craniectomia descompressiva, consiste na retirada de parte do crânio para permitir que o cérebro se expanda em razão do inchaço.
De acordo com informações médicas divulgadas pela imprensa, Júlia sofreu um traumatismo cranioencefálico. O laudo relacionou a lesão a um mecanismo de contragolpe, que pode ocorrer quando movimentos bruscos provocam aceleração, desaceleração e rotação da cabeça.
Além disso, a jovem permaneceu 57 dias internada e passou por sete cirurgias, segundo relatos da família. Desde então, ela enfrenta um processo de recuperação que envolve dificuldades motoras e neurológicas.
Atualmente, Júlia apresenta perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo, além de dificuldades na fala e alterações de memória. A família também relata que ela precisa de acompanhamento e reabilitação contínuos.
Ministério Público investiga o que aconteceu na montanha-russa
O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias do acidente. Entre as medidas solicitadas está uma perícia técnica na Montezum, atração que fica no Hopi Hari.
Além disso, a investigação busca reunir documentos médicos e informações que ajudem a reconstruir o episódio. A Polícia Civil também solicitou imagens de câmeras de segurança para verificar o que aconteceu antes e depois do passeio.
Um dos pontos que os investigadores precisam esclarecer é a dinâmica do acidente. Afinal, a apuração deve identificar quais fatores provocaram o traumatismo e se houve alguma falha relacionada à operação da atração.
Entretanto, a investigação ainda não apresentou uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade do parque. Por isso, não é possível afirmar que a montanha-russa tenha causado o acidente por uma falha operacional.
Família busca respostas e responsabilização
Desde o acidente, os familiares de Júlia buscam esclarecer o que aconteceu durante o percurso da Montezum. A família também recorreu à Justiça para solicitar uma perícia que ajude a determinar as circunstâncias do episódio.
Além das sequelas físicas, os parentes relatam dificuldades relacionadas à continuidade do tratamento e aos cuidados necessários durante a recuperação.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a família questiona o suporte oferecido pelo parque após a internação. O caso, portanto, também envolve discussões sobre assistência à vítima e possíveis responsabilidades civis.
Essas questões ainda dependem da análise dos documentos e dos desdobramentos da investigação.
O que diz o Hopi Hari sobre o acidente?
Em manifestação divulgada à imprensa, o Hopi Hari afirmou que a montanha-russa Montezum possui certificação internacional de segurança e passa por inspeções periódicas.
O parque também declarou que segue as normas técnicas aplicáveis ao setor e realiza manutenções preventivas antes da abertura das atrações. Segundo a administração, os visitantes recebem avisos sobre as características do brinquedo e as restrições médicas para utilizá-lo.
Sobre o caso de Júlia, o Hopi Hari afirmou que a equipe prestou atendimento imediato e encaminhou a jovem ao hospital. A empresa também declarou que acompanhou a internação, arcou com despesas médicas e disponibilizou um seguro à família.
Além disso, o parque citou um parecer anterior do Ministério Público que, segundo sua manifestação, não identificou risco coletivo, defeito de projeto ou negligência na operação da atração naquele contexto.
Contudo, esse parecer anterior não representa uma conclusão definitiva sobre o acidente envolvendo Júlia. A investigação específica sobre o caso segue em andamento.
Montezum já foi citada em outros casos de lesões
O caso de Júlia também trouxe novamente à tona relatos de outras pessoas que afirmam ter sofrido lesões após utilizar a Montezum.
Entre os episódios divulgados pela imprensa estão casos de visitantes que relataram problemas na coluna e lesões graves após passeios na atração. No entanto, cada ocorrência possui circunstâncias próprias e precisa ser analisada individualmente.
Por enquanto, a perícia solicitada pelo Ministério Público e os demais elementos reunidos pelas autoridades devem ajudar a esclarecer o que aconteceu com Júlia durante o passeio.