A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer fortalecer a preparação internacional contra futuras epidemias e pandemias. A entidade apresentou uma estratégia que estabelece a meta de permitir que todos os países detectem e compreendam novas ameaças à saúde em até 24 horas até 2030.
O plano foi anunciado em 12 de outubro de 2026 e faz parte das ações do Centro da OMS para Inteligência sobre Pandemias e Epidemias. A proposta busca acelerar a identificação de possíveis surtos e melhorar a capacidade de resposta dos países.
Como funciona o plano da OMS?
A estratégia prevê o fortalecimento dos sistemas de vigilância, a ampliação do compartilhamento de informações e o uso de ferramentas tecnológicas para identificar sinais de possíveis ameaças sanitárias.
Além disso, a iniciativa pretende aproximar governos, pesquisadores e instituições de saúde. Dessa maneira, os países poderão analisar informações com mais rapidez e organizar respostas antes que um surto alcance proporções maiores.
A meta de 24 horas representa um objetivo para 2030. Portanto, não significa que todos os países já tenham hoje a capacidade de identificar qualquer novo surto nesse intervalo.
Inteligência artificial pode ajudar a identificar ameaças
Entre as ferramentas utilizadas está o sistema Epidemic Intelligence from Open Sources (EIOS), que analisa fontes públicas em busca de sinais de possíveis ameaças à saúde.
A iniciativa também inclui o fortalecimento do monitoramento genômico, que ajuda cientistas a identificar e compreender agentes infecciosos. Com esses dados, especialistas podem acelerar o desenvolvimento de testes e outras medidas de resposta.
Objetivo é evitar novas crises sanitárias
A pandemia de Covid-19 evidenciou os desafios de identificar ameaças emergentes e coordenar respostas entre diferentes países. Desde então, a preparação para novas emergências sanitárias ganhou ainda mais importância.
Segundo a OMS, a detecção rápida ajuda os países a agir antes que os surtos evoluam para epidemias maiores ou atravessem fronteiras. No entanto, alcançar essa meta depende de investimentos, cooperação internacional e capacidade técnica.
Assim, a nova estratégia busca tornar a vigilância sanitária mais integrada e melhorar a preparação mundial para futuras emergências de saúde pública.