Um menino de 10 anos ajudou a salvar a prima, de 9, após reconhecer o sinal universal de pedido de socorro que ela fez durante uma abordagem suspeita em Curitiba, no Paraná. O caso aconteceu na sexta-feira (9), no bairro Sítio Cercado, e terminou com a prisão de um homem de 54 anos suspeito de tentativa de estupro de vulnerável.
Segundo informações divulgadas sobre a ocorrência, a menina seguia para a escola com outras crianças quando o homem se aproximou. Ele teria oferecido dinheiro para que ela o acompanhasse até um terreno próximo. Diante da situação, a criança fez o gesto silencioso de socorro, que o primo reconheceu.
Menino percebeu o gesto e procurou ajuda
Ao identificar o sinal, o menino correu até um posto de combustíveis próximo para pedir ajuda. Assim, funcionários do estabelecimento puderam acionar as autoridades e alertar sobre o que estava acontecendo.
De acordo com as informações divulgadas, o suspeito segurou a mão da menina após ela recusar a abordagem e tentou levá-la. Enquanto isso, o primo buscou ajuda, atitude que contribuiu para a intervenção de outras pessoas.
Suspeito foi preso em flagrante
A Guarda Municipal de Curitiba prendeu o homem em flagrante. Segundo a prefeitura, agentes da Patrulha Escolar que faziam rondas na região presenciaram a movimentação e participaram da abordagem.
Além disso, as autoridades informaram que o suspeito já era monitorado por tornozeleira eletrônica e tinha condenação anterior por estupro de vulnerável. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
Menina conhecia o sinal universal de socorro
A criança já conhecia o gesto porque havia aprendido sobre ele pela televisão e com a avó. O sinal consiste em levantar uma das mãos com a palma voltada para fora, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros dedos sobre ele.
Como o movimento é silencioso, uma pessoa pode usá-lo para indicar que está em perigo sem chamar a atenção de quem representa a ameaça. Por isso, reconhecer o gesto pode ajudar outras pessoas a perceber uma situação de risco e procurar auxílio.
O caso também reforça a importância de conversar com crianças sobre segurança, ensinar formas de pedir ajuda e orientá-las a procurar adultos de confiança ou serviços de emergência quando se sentirem ameaçadas.
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