O atacante Richarlison voltou a falar sobre a ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e a cobrar uma solução para a disputa envolvendo o imóvel e pessoas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro. Em um novo vídeo publicado nas redes sociais, o jogador retomou o assunto, que envolve uma propriedade avaliada em cerca de R$ 10 milhões.
O caso ganhou repercussão após o atleta expor sua insatisfação com a perda da posse do imóvel. Além disso, Richarlison afirma que ainda não recuperou o dinheiro que investiu na propriedade, localizada na Ilha Comprida, na Costa Verde fluminense.
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O que Richarlison disse sobre a ilha?
O jogador voltou a comentar o caso depois de receber críticas por cobrar uma solução mesmo morando e trabalhando na Europa. Em manifestações anteriores, Richarlison rebateu os questionamentos e ressaltou que conquistou o patrimônio com o próprio trabalho.
Na ocasião, o atacante afirmou que não pretende necessariamente recuperar a propriedade, mas receber o dinheiro que diz ter investido. “Eu nem quero que ela venha de volta, não, mano. Só quero o que é meu”, declarou em um dos vídeos divulgados nas redes sociais.
Além disso, o jogador destacou que construiu sua carreira com esforço e não considera justo ficar sem o valor que afirma ter desembolsado. A nova publicação voltou a chamar atenção para a disputa e reacendeu a discussão entre internautas.
Qual é a relação de Flávio Bolsonaro com o caso?
O nome do senador Flávio Bolsonaro entrou na repercussão por causa de sua relação com o advogado Willer Tomaz, ligado à disputa judicial pela propriedade. O político visitou a mansão antes da conclusão de uma negociação envolvendo uma empresa ligada ao jogador e, posteriormente, retornou ao local acompanhado do advogado.
Essas circunstâncias fizeram Richarlison e usuários das redes sociais associarem publicamente o senador ao episódio. Entretanto, é importante destacar que Flávio Bolsonaro não é o réu na disputa judicial pela posse do imóvel. O processo envolve empresas ligadas ao jogador e interesses relacionados ao advogado.
O senador já negou envolvimento na negociação da propriedade. Portanto, a associação de seu nome ao caso não significa que a Justiça tenha concluído que ele tomou o imóvel do atacante.
Como começou a disputa pela mansão de R$ 10 milhões?
A controvérsia começou após uma empresa ligada a Richarlison negociar a aquisição da propriedade em 2020. A mansão fica na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, e conta com uma estrutura de luxo em uma área cercada pela natureza.
Posteriormente, uma empresa ligada a Willer Tomaz passou a reivindicar direitos sobre o imóvel. A disputa avançou na Justiça e teve desdobramentos em diferentes instâncias, enquanto o grupo ligado ao jogador tentava contestar decisões relacionadas à posse da propriedade.
Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve um entendimento desfavorável ao grupo ligado a Richarlison em uma etapa do processo. A decisão contribuiu para o encerramento da disputa judicial após a desistência dos autores, conforme informações divulgadas pela imprensa.
Richarlison diz que quer recuperar o dinheiro investido
Apesar da repercussão, o atacante afirma que sua principal preocupação é recuperar o dinheiro que diz ter investido na propriedade. Por isso, ele voltou a usar as redes sociais para expor sua insatisfação com o desfecho da disputa.
O caso ganhou ainda mais visibilidade porque envolve um jogador conhecido internacionalmente, uma propriedade milionária e pessoas próximas a uma figura política nacional. Enquanto isso, as manifestações de Richarlison continuam alimentando o debate nas redes sociais.
Até aqui, a principal reivindicação pública do atleta é receber o valor que afirma ter perdido na negociação. Já as responsabilidades de cada envolvido devem ser analisadas com base nos documentos e nas decisões judiciais, sem confundir as declarações do jogador com conclusões da Justiça.