Hytalo Santos tem pedido de soltura analisado, e Justiça toma decisão; veja

Defesa tentou derrubar a prisão preventiva, mas desembargadores rejeitaram o pedido de liberdade do casal.

Redação Sobre Mundo

Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, continuarão presos após a Justiça da Paraíba negar um recurso da defesa nesta terça-feira (3). A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) rejeitou o pedido de revogação da prisão preventiva.

Com isso, os dois permanecem no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Roger, em João Pessoa. O julgamento ocorreu em sessão semipresencial.

Por que a Justiça manteve Hytalo Santos preso?

Segundo o Jornal da Paraíba, o relator, desembargador João Benedito, considerou necessária a manutenção da prisão pela gravidade concreta da conduta e pela periculosidade dos recorrentes.

Além disso, outros dois desembargadores acompanharam o voto do magistrado. Dessa forma, o colegiado rejeitou o recurso por unanimidade.

Por sua vez, a defesa argumentou que as restrições já impostas, incluindo a proibição de acesso às redes sociais, afastariam a necessidade da prisão. Segundo o Repórter PB, o advogado Sean Abib também sustentou que a medida representaria uma punição antecipada.

Decisão não representa um novo julgamento da condenação

O recurso analisado tratava especificamente da prisão preventiva, e não da revisão das condenações. Portanto, o resultado mantém a custódia cautelar dos dois, sem representar uma nova sentença.

Em fevereiro de 2026, a Justiça condenou Hytalo, em primeira instância, a 11 anos e quatro meses de prisão. Já Israel recebeu pena de oito anos, dez meses e 20 dias.

As condenações envolvem crimes relacionados à produção de conteúdo pornográfico com adolescentes. Apesar das sentenças, os dois ainda não cumprem as penas em caráter definitivo, conforme o UOL.

Relembre a prisão do casal

A polícia prendeu Hytalo e Israel em 15 de agosto de 2025, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Posteriormente, em 28 de agosto, eles seguiram para a unidade prisional paraibana.

As investigações, porém, começaram antes da repercussão nacional. Em dezembro de 2024, o Ministério Público da Paraíba já apurava denúncias de possível exploração de crianças e adolescentes nas publicações do influenciador.

Depois, em agosto de 2025, um vídeo de Felca sobre exposição e sexualização de menores nas redes ampliou a atenção sobre o caso.

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