CBF aprova novas regras contra a cera para acelerar partidas do Brasileirão

Medidas incluem limite de tempo para goleiros, substituições e cobranças de bola parada

Leonardo Stefanhuk

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram nesta segunda-feira (10) dez novas regras para combater a chamada “cera” e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas. As medidas, muitas delas utilizadas na Copa do Mundo de 2026, entram em vigor imediatamente nas competições nacionais.

Entre as principais mudanças está o limite de oito segundos para o goleiro permanecer com a bola nas mãos. Caso ultrapasse o tempo, o adversário ganhará um escanteio. Laterais e tiros de meta também terão contagem de cinco segundos quando o árbitro identificar uma demora proposital.

As substituições também terão novas regras. O jogador que for substituído deverá deixar o campo pelo ponto mais próximo em até dez segundos. Se atrasar a saída, o substituto terá de esperar um minuto para entrar.

Outra novidade envolve o atendimento médico. Quando um jogador de linha for atendido dentro do gramado, ele precisará permanecer fora por um minuto antes de retornar. Caso o goleiro receba atendimento, um jogador de linha da mesma equipe também deverá deixar o campo durante esse período.

As medidas fazem parte de um pacote que busca aproximar o futebol brasileiro da meta da Fifa de pelo menos 60 minutos de bola rolando por partida. As regras serão aplicadas nas Séries A, B, C e D do Brasileirão, na Copa do Brasil e no Brasileirão Feminino A1.

O que muda

  • Goleiros: até 8 segundos com a bola nas mãos; depois disso, escanteio para o adversário.
  • Tiro de meta: até 5 segundos quando houver demora proposital.
  • Arremesso lateral: até 5 segundos para realizar a cobrança
  • Substituições: jogador terá 10 segundos para deixar o campo pelo ponto mais próximo.
  • Atendimento médico: atleta atendido em campo ficará 1 minuto fora.
  • Atendimento ao goleiro: um jogador de linha da equipe também ficará 1 minuto fora.
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