O Banco Central cortou a Selic de 14,25% para 14% ao ano nesta semana, a quarta redução seguida. Só que quem esperava um dólar mais baixo se decepcionou: a moeda fechou a semana andando de lado, puxada por fatores fora do Brasil.
O motivo principal foi o petróleo. Depois de derreter quase 10% em dois dias com a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, o barril voltou a subir com força após novos ataques dos houthis a petroleiros sauditas, encerrando a semana de volta acima de US$ 82. O Irã também chamou de “teatro” a diplomacia americana na região, aumentando a tensão.
Do lado americano, o mercado também ficou de olho no relatório de emprego dos Estados Unidos, com dados abaixo do esperado reforçando a ideia de que o Federal Reserve deve manter os juros altos por mais tempo, o que fortalece o dólar globalmente.
Resultado: mesmo com o Brasil cortando juros e mantendo uma das maiores taxas reais do mundo, o corte virou “nota de rodapé” diante do noticiário internacional.