O fim da escala 6×1 deu um passo decisivo no Congresso Nacional. Na quarta-feira (14), o Senado aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de trabalho sem diminuir os salários. A decisão representa uma vitória para os trabalhadores que há anos defendem mais tempo de descanso e qualidade de vida.
A votação terminou com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Como a Câmara dos Deputados já havia aprovado o texto e os senadores não fizeram alterações, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
Fim da escala 6×1: o que acontece agora?
Apesar da aprovação, a mudança não começa a valer imediatamente. O texto prevê uma implementação gradual, com etapas para que empresas e trabalhadores se adaptem às novas regras.
Dois meses após a promulgação, a jornada semanal deverá cair de 44 para 42 horas, com dois dias de descanso remunerado por semana. Depois de um ano, o limite chegará a 40 horas semanais, mantendo os salários.
A proposta também estabelece uma jornada máxima de oito horas por dia e prevê cinco dias de trabalho para dois de folga, com preferência pelo domingo. A negociação coletiva poderá organizar a distribuição dos descansos, respeitando as regras previstas no texto.
Segundo estimativas do Ministério do Trabalho citadas pelo UOL, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores formais atuam atualmente na escala 6×1. Por isso, a mudança poderá afetar diretamente setores como comércio, alimentação, alojamento e transporte.
Erika Hilton teve papel importante na luta pelo fim da escala 6×1
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) está entre as principais defensoras da redução da jornada de trabalho no país. A parlamentar ganhou destaque nacional ao impulsionar o debate sobre o fim da escala 6×1 e defender uma rotina que permita aos trabalhadores ter mais tempo para descansar, estudar e conviver com a família.
A aprovação no Senado fortalece uma mobilização que ganhou força nas redes sociais, nas ruas e entre diferentes categorias profissionais. Para apoiadores da proposta, a medida representa um avanço na discussão sobre saúde, produtividade e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
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O tema também provocou debates entre parlamentares de diferentes partidos. Embora o texto tenha recebido ampla maioria, a discussão sobre o modelo de jornada e sua implementação ainda deve continuar no cenário político.
O que muda para os trabalhadores?
Na prática, a proposta busca garantir mais tempo de descanso sem reduzir a remuneração. No entanto, os efeitos dependerão da promulgação e da aplicação gradual das novas regras.
Até que a mudança entre em vigor, os trabalhadores devem acompanhar os comunicados oficiais sobre o calendário de implementação. A aprovação é um passo importante, mas a aplicação das novas condições ainda depende dos procedimentos previstos no Congresso.
