Flávio Bolsonaro não compareceu presencialmente à sessão do Senado que aprovou o fim da escala 6×1 na quarta-feira (14). Enquanto os parlamentares discutiam a proposta em Brasília, o senador e candidato à Presidência pelo PL cumpria agenda de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Apesar da ausência física, ele registrou voto favorável de forma remota.
A proposta foi aprovada em dois turnos, com 75 votos a favor e apenas um contrário. O resultado chamou a atenção porque Flávio havia criticado anteriormente o texto e sinalizado resistência à forma como o governo Lula conduzia a discussão.
Erika Hilton critica ausência presencial do senador
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das principais defensoras do fim da escala 6×1, criticou a postura do senador após a aprovação da proposta.
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Segundo relatos publicados pela imprensa, Erika classificou o apoio de Flávio como uma manobra eleitoral. Ela também questionou o compromisso do candidato com a manutenção das mudanças caso ele chegue à Presidência da República.
A parlamentar argVídeo mostra túnel alagado no centro de SP e motoristas em momentos de pânicoumenta que Flávio defende outra proposta, baseada na flexibilização das jornadas e na negociação entre empregados e empregadores. Na avaliação dela, esse modelo poderia permitir a retomada da escala 6×1.
O que Flávio Bolsonaro defende para a jornada de trabalho?
Apesar de votar a favor da PEC, o senador defende mudanças na forma de organizar as jornadas. Entre as ideias associadas à sua posição está a possibilidade de ampliar a flexibilidade dos acordos de trabalho e adotar um modelo de remuneração por hora.
O posicionamento provocou críticas de integrantes do governo e de apoiadores da redução da jornada. Para esses grupos, é necessário observar não apenas o voto favorável, mas também as propostas que cada candidato pretende implementar caso seja eleito.
Por enquanto, a PEC aprovada pelo Senado segue para promulgação pelo Congresso Nacional. Como o texto não sofreu alterações em relação à versão aprovada pela Câmara, não será necessária uma nova votação pelos deputados.
Flávio Bolsonaro não compareceu presencialmente à sessão
Enquanto o Senado analisava o fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cumpria agenda política em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O senador não participou presencialmente da sessão, mas registrou presença remotamente e votou a favor da proposta nos dois turnos.
O painel oficial do Senado confirma o voto favorável de Flávio. A diferença entre a ausência física e o registro eletrônico é importante: o parlamentar não pode ser listado entre os senadores que faltaram à votação.
Quem votou contra o fim da escala 6×1?
O Senado aprovou a PEC por 75 votos favoráveis e apenas um contrário. O único senador que votou contra foi:
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS): votou contra a proposta nos dois turnos.
Quais senadores não votaram na proposta?
Além do voto contrário, alguns parlamentares não participaram de uma ou das duas votações. De acordo com os registros oficiais do Senado, estes foram os casos:
- Ciro Nogueira (PP-PI): não compareceu no primeiro turno, mas votou a favor no segundo.
- Marcio Bittar (PL-AC): não compareceu às votações.
- Rogério Marinho (PL-RN): não compareceu às votações.
- Sergio Moro (PL-PR): não compareceu às votações.
- Dr. Hiran (PP-RR): votou a favor no primeiro turno, mas não compareceu ao segundo.
Portanto, a lista de ausências não deve ser confundida com a de votos contrários. O registro oficial mostra que Hamilton Mourão foi o único a votar contra, enquanto os demais nomes citados tiveram ausência em pelo menos uma das etapas da votação.