Daniel Alves teve uma fazenda e um Porsche 911 Carrera penhorados pela Justiça de São Paulo por causa de uma dívida de R$ 7,7 milhões. A decisão envolve uma disputa financeira relacionada à rescisão contratual do ex-jogador com o São Paulo Futebol Clube, em 2021.
O juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível de São Paulo, determinou o bloqueio dos bens após uma cobrança apresentada pelo GAD Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios.
Além do carro de luxo, a medida atinge uma propriedade rural de 64,4 hectares, localizada em Juazeiro, na Bahia. Entretanto, essa não foi a única propriedade incluída na decisão.
Daniel Alves tem fazenda e carro de luxo penhorados pela Justiça
Segundo informações divulgadas pelo Lance! e pela revista VEJA, a Justiça determinou a penhora de uma fazenda que pertence integralmente a Daniel Alves.
Além disso, o bloqueio alcança 50% de outro imóvel localizado no município de Juazeiro, na Bahia.
O juiz também incluiu na decisão um Porsche 911 Carrera, ano 2021, registrado em nome do ex-jogador.
Entretanto, o veículo já apresentava uma restrição judicial anterior, relacionada a outro processo que tramita em segredo de Justiça.
A penhora permite que a Justiça utilize os bens como garantia de pagamento da dívida cobrada. Portanto, a medida não significa que o ex-jogador já tenha perdido definitivamente a propriedade dos imóveis ou do veículo.
Como surgiu a dívida milionária de Daniel Alves?
A disputa começou após a saída de Daniel Alves do São Paulo, em setembro de 2021.
Na ocasião, o clube e o jogador chegaram a um acordo para encerrar o contrato de maneira amigável.
Segundo o documento, o São Paulo assumiu o compromisso de pagar R$ 22,8 milhões ao ex-lateral, divididos em 60 parcelas mensais de aproximadamente R$ 380,6 mil.
Entretanto, no ano seguinte, Daniel Alves decidiu negociar parte dos valores que ainda tinha a receber.
Em setembro de 2022, após o pagamento das primeiras oito parcelas, o jogador transferiu os direitos das 52 prestações restantes ao fundo GAD.
Em troca, a instituição financeira pagou aproximadamente R$ 11,5 milhões ao atleta.
Assim, o fundo passou a ter o direito de receber os valores restantes do acordo firmado com o São Paulo.
Por que o fundo de investimentos entrou na Justiça?
O problema começou em 2023, quando os repasses previstos no acordo com o fundo deixaram de ocorrer conforme o combinado.
Segundo a cobrança judicial, a ex-esposa e procuradora de Daniel Alves, Dinorah, afirmou que desconhecia o contrato firmado com a instituição financeira.
Por isso, ela teria se recusado a continuar as transferências.
Além disso, o fundo identificou que metade dos valores pagos pelo São Paulo passou a ser destinada ao pagamento de pensão alimentícia de um filho do ex-jogador.
Diante das irregularidades que alegou ter identificado, o GAD apresentou uma ação de cobrança em outubro de 2025.
O processo busca recuperar aproximadamente R$ 7,7 milhões, valor que motivou o pedido de bloqueio do patrimônio de Daniel Alves.
O que acontece agora com os bens de Daniel Alves?
Com a decisão, a Justiça estabeleceu restrições sobre os imóveis e o veículo incluídos no processo.
Entretanto, a penhora não representa automaticamente a transferência desses bens ao fundo de investimentos.
O procedimento judicial ainda poderá envolver novas manifestações das partes e medidas destinadas a garantir o pagamento da cobrança.
Enquanto isso, a disputa financeira continua em andamento na 43ª Vara Cível de São Paulo.
Até o momento, a Justiça não anunciou uma data definitiva para o encerramento da ação ou para a eventual liberação dos bens.